Em Outubro, o Plantando Consciência traz para São Paulo a estréia do filme 2012: Tempo de Mudança. O longa, que mistura documentário com animação, apresenta uma alternativa inspiradora e radical à previsão apocalíptica e fatalista que vem sendo projetada para o futuro pela mídia e explorada pela cultura do entretenimento. Dirigido nos EUA pelo brasileiro João Amorim (Nomeado ao Emmy em 2009 por Chicago 10), o filme segue o jornalista e escritor Daniel Pinchbeck, autor do incrível best-seller (nos EUA) 2012: The Return of Quetzalcoatl (que está sendo traduzido para o português com lançamento pravisto para o fim do ano), em busca de um novo paradigma, que integra a sabedoria arcaica de culturas tribais com o método científico. Como agentes conscientes da evolução, podemos redesenhar a sociedade pós-industrial em princípios ecológicos para fazer um mundo que funciona para todos. Ao invés de devastação e barbárie, 2012 projeta o nascimento de uma cultura regenerativa no planeta onde a colaboração substituirá a concorrência, onde a exploração da psique e do espírito torna-se a nova bossa, substituindo o materialismo estéril que vem dominando e destruindo nosso planeta.
O filme, que conta com entrevistas com celebridades como Sting, Gilberto Gil, David Lynch e Ellen Page, e especialistas como Paul Stamets, Buckminster Fuller e Dennis Mckenna, entre outros, estréia em São Paulo no dia 01 de Outubro, uma parceria entre o Plantando Consciência e a programação do Setembro Verde, da Matilha Cultural, um espaço com uma sala de cinema de alto padrão, e fica em cartaz, com sessões gratuitas, até o dia 09. Na noite da estréia, após a projeção, haverá um debate com o diretor, e com a presença dos que vos falam.
João Amorim é um diretor brasileiro cujo foco é em animação e documentários, mais especificamente a mistura de ambos. João é um dos fundadores do PostModern Times, uma companhia de mídia focada em filmes ambientais e sociais. João dirigiu e produziu a série animada “Beyond 2012: Perspectives on the next age” (Além de 2012: Perspectivas sobre a próxima era), que trata da evolução da consciência e ecologia. Trabalhou ao redor do mundo como designer industrial, animador e supervisor de animação por muitos anos antes de se tornar diretor. Foi o chefe de animação no “Chicago 10”, o filme de Brett Morgen que abriu o festival de Sundance em 2007 e pelo qual João foi indicado ao Emmy em 2009. Ademais, João tem um projeto de permacultura sustentável no Brasil através da ONG “Ciclo Sustentável”. Em 2008, seu projeto “Unidade Sustentável” foi finalista no Buckminster Fuller Challenge (Desafio Buckminster Fuller).
|
Forum: Adicionar comentário / Ver comentários
O cérebro humano
é um portal de infinitas possibilidades. O engenheiro
da computação e neurocientista Jeff Hawkins - criador da Palm -
concluiu que faltava uma teoria acessível e abrangente que explicasse
o funcionamento do cérebro para não-iniciados e iluminasse a questão
da inteligência e sua função em nossas vidas. Por outro lado, o físico quântico Amit Goswami postula que o cérebro é apenas um instrumento de medida e gravação do mundo, mas que a consciência vem de algo maior e externo a nós como indivíduos.
Teoria da Conspiração
é a nova heresia. O termo é hoje um recurso para se desmoralizar
uma idéia e desestimular a reflexão, e virou o argumento irrefutável
do pensamento dominante para manter o status quo intacto
e ridicularizar aqueles que estão - muitas vezes - buscando mostrar
apenas o óbvio.
Difícil encontrar alguém
que diga não acreditar em Deus, nem que seu deus seja uma energia
vital de alguma sorte. A vida sem a espirirualidade parece opaca
e limitada. No entanto, não existe poder de controle mais perigoso
do que a religião organizada. Católica, evangélica, muçulmana, judaica,
hindu... não importa qual, mas um conjunto de julgamentos humanos
tomados como palavras divinas sempre causaram mais violência e sofrimento
do que redenção e amor.
Cada vez mais, a
noção de espiritualidade se afasta do emaranhado religioso e adquire
seu próprio lugar na consciência humana. O resgate de experiências
com plantas enteógenas e a popularização de tradições milenares
como a yoga e a meditação criaram uma nova geração de psiconautas
com muito a contribuir para o caldeirão de possibilidades da modernidade.
O conceito do planeta
Terra como nossa casa é um grande equívoco. Aos poucos, estamos
(re)adquirindo a consciência de que somos apenas uma dentre as milhares
de espécies vivas que o habitam. Mas há mais por trás das árvores:
estudos científicos à luz das novas tecnologias reaqueceram uma
tese de mais 30 anos que enxerga o planeta como um grande organismo
vivo que pode estar, inclusive, em crescimento.
Tensão entre Índia e Paquistão,
o interminável conflito entre Israel e palestinos e as políticas
anti-imigração no mundo desenvolvido não desmentem: desde que o
11 de Setembro arraigou uma cultura global de medo e terror, esta
tendência segregacionista e fomentadora de ódio tornou-se a principal
barreira na transição da cultura militarista do século XX para uma
geração cuja sobrevivência resvala em outros inimigos mais urgentes
e menos caricaturais: nós mesmos.
Com a consolidação
do capitalismo neoliberal e o anunciado “Fim da História” no final
do século passado, pensar em outras maneiras de se organizar a sociedade
tornou-se obsoleto. O comunismo - o ideal de contrapartida até então
- virou peça de museu. Mas a recente crise financeira mundial começou
a derrubar os alicerces de um castelo de cartas, colocando em pauta,
pela primeira vez em décadas, a fragilidade e insustentabilidade
de um modelo auto-destrutivo a longo prazo. 



A
Corporação