![]() | Marcelo SchenbergFormado em Jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da USP, Marcelo experimentou uma curtíssima carreira corporativa antes de sair para rodar o mundo e presenciar o 11 de Setembro in loco. Atualmente trabalha como empresário, pratica yoga e investe na jardinagem da consciência.marcelo@plantandoconsciencia.org |
![]() | Eduardo SchenbergPsiconauta por lazer e profissão, Eduardo é formado em Ciências Biológicas, mestre em Psicobiologia pela UNIFESP e doutor em neurociências pela USP, com amplo interesse na área, incluindo consciência, emoções, memória e psicodélicos.eduardo@plantandoconsciencia.org |
O cérebro humano
é um portal de infinitas possibilidades. Mas pouca gente entende
como ele funciona e o que isso tem a ver com a maneira como levamos
nossas vidas. Percebendo este buraco na consciência global, o engenheiro
da computação e neurocientista Jeff Hawkins - criador da Palm -
concluiu que faltava uma teoria acessível e abrangente que explicasse
o funcionamento do cérebro e iluminasse a questão da inteligência
e sua função em nossas vidas.
Teoria da Conspiração
é a nova heresia. O termo é hoje um recurso para se desmoralizar
uma idéia e desestimular a reflexão, e virou o argumento irrefutável
do pensamento dominante para manter o status quo intacto
e ridicularizar aqueles que estão - muitas vezes - buscando mostrar
apenas o óbvio.
Difícil encontrar alguém
que diga não acreditar em Deus, nem que seu deus seja uma energia
vital de alguma sorte. A vida sem a espirirualidade parece opaca
e limitada. No entanto, não existe poder de controle mais perigoso
do que a religião organizada. Católica, evangélica, muçulmana, judaica,
hindu... não importa qual, mas um conjunto de julgamentos humanos
tomados como palavras divinas sempre causaram mais violência e sofrimento
do que redenção e amor.
Cada vez mais,
a noção de espiritualidade se afasta do emaranhado religioso e adquire
seu próprio lugar na consciência humana. O resgate de experiências
com plantas psicotrópicas e a popularização de tradições milenares
como a yoga e a meditação criaram uma nova geração de psiconautas
com muito a contribuir para o caldeirão de possibilidades da modernidade.
O conceito do planeta
Terra como nossa casa é um grande equívoco. Aos poucos, estamos
(re)adquirindo a consciência de que somos apenas uma dentre as milhares
de espécies vivas que o habitam. Mas há mais por trás das árvores:
estudos científicos à luz das novas tecnologias reaqueceram uma
tese de mais 30 anos que enxerga o planeta como um grande organismo
vivo que pode estar, inclusive, em crescimento.
Tensão entre Índia
e Paquistão, o interminável conflito entre Israel e palestinos e
as políticas anti-imigração no mundo desenvolvido não desmentem:
desde que o 11 de Setembro arraigou uma cultura global de medo e
terror, esta tendência segregacionista e fomentadora de ódio tornou-se
a principal barreira na transição da cultura militarista do século
XX para uma geração cuja sobrevivência resvala em outros inimigos
mais urgentes e menos caricaturais: nós mesmos.
Com a consolidação
do capitalismo neoliberal e o anunciado “Fim da História” no final
do século passado, pensar em outras maneiras de se organizar a sociedade
tornou-se obsoleto. O comunismo - o ideal de contrapartida até então
- virou peça de museu. Mas a recente crise financeira mundial começou
a derrubar os alicerces de um castelo de cartas, colocando em pauta,
pela primeira vez em décadas, a fragilidade e insustentabilidade
de um modelo auto-destrutivo a longo prazo. 



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