Observando o comportamento das crianças brasileiras - desde as filhas de famílias pobres que se sentem terrivelmente frustradas por não poder adquirir os produtos que vêem na TV, até as mais abastadas que ganham e abandonam brinquedos novos num piscar de olhos, colecionam gerações de celulares e sabem identificar o logotipo de todas as operadoras mas não são capazes de reconhecer uma manga ou uma berinjela -, Criança, a Alma do Negócio é um chamado para o despertar.
Se na Europa a interrupção de desenhos e programas infantis para intervalos comercias é sabiamente proibida por lei - afinal, se a oferta publicitária de um estilo de vida já causa impotência e dependência psicológica a adultos, que teoricamente deveriam ter maior capacidade de discernimento -, no Brasil os efeitos desta exposição desenfreada de ilusões às faixas etárias reduzidas têm efeitos devastadores.
O resultado é mórbido: pequenos seres humanos que começam a ser implacavelmente transformados em consumistas impulsivos com idades tão baixas como 3 ou 4 anos. Meninas que deixam de correr pela casa para andar de salto alto, obcecadas precocemente com a aparência, e garotos que definem sua auto-estima através das roupas de marca "maneiras" são os protótipos dos adultos que irão dirigir este planeta quando estivermos velhos, e que hoje encontra-se em uma encruzilhada extremamente delicada entre o futuro sustentável ou a catástrofe generalizada. Preste atenção da próxima vez que deixar seus filhos diante da televisão. Os danos podem ser irreversíveis a longo prazo.
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O cérebro humano
é um portal de infinitas possibilidades. Mas pouca gente entende
como ele funciona e o que isso tem a ver com a maneira como levamos
nossas vidas. Percebendo este buraco na consciência global, o engenheiro
da computação e neurocientista Jeff Hawkins - criador da Palm -
concluiu que faltava uma teoria acessível e abrangente que explicasse
o funcionamento do cérebro e iluminasse a questão da inteligência
e sua função em nossas vidas.
Teoria da Conspiração
é a nova heresia. O termo é hoje um recurso para se desmoralizar
uma idéia e desestimular a reflexão, e virou o argumento irrefutável
do pensamento dominante para manter o status quo intacto
e ridicularizar aqueles que estão - muitas vezes - buscando mostrar
apenas o óbvio.
Difícil encontrar alguém
que diga não acreditar em Deus, nem que seu deus seja uma energia
vital de alguma sorte. A vida sem a espirirualidade parece opaca
e limitada. No entanto, não existe poder de controle mais perigoso
do que a religião organizada. Católica, evangélica, muçulmana, judaica,
hindu... não importa qual, mas um conjunto de julgamentos humanos
tomados como palavras divinas sempre causaram mais violência e sofrimento
do que redenção e amor.
Cada vez mais, a
noção de espiritualidade se afasta do emaranhado religioso e adquire
seu próprio lugar na consciência humana. O resgate de experiências
com plantas psicotrópicas e a popularização de tradições milenares
como a yoga e a meditação criaram uma nova geração de psiconautas
com muito a contribuir para o caldeirão de possibilidades da modernidade.
O conceito do planeta
Terra como nossa casa é um grande equívoco. Aos poucos, estamos
(re)adquirindo a consciência de que somos apenas uma dentre as milhares
de espécies vivas que o habitam. Mas há mais por trás das árvores:
estudos científicos à luz das novas tecnologias reaqueceram uma
tese de mais 30 anos que enxerga o planeta como um grande organismo
vivo que pode estar, inclusive, em crescimento.
Tensão entre Índia e Paquistão,
o interminável conflito entre Israel e palestinos e as políticas
anti-imigração no mundo desenvolvido não desmentem: desde que o
11 de Setembro arraigou uma cultura global de medo e terror, esta
tendência segregacionista e fomentadora de ódio tornou-se a principal
barreira na transição da cultura militarista do século XX para uma
geração cuja sobrevivência resvala em outros inimigos mais urgentes
e menos caricaturais: nós mesmos.
Com a consolidação
do capitalismo neoliberal e o anunciado “Fim da História” no final
do século passado, pensar em outras maneiras de se organizar a sociedade
tornou-se obsoleto. O comunismo - o ideal de contrapartida até então
- virou peça de museu. Mas a recente crise financeira mundial começou
a derrubar os alicerces de um castelo de cartas, colocando em pauta,
pela primeira vez em décadas, a fragilidade e insustentabilidade
de um modelo auto-destrutivo a longo prazo. 

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