O mundo está endividado. O mundo está em crise. Quer você se interesse ou não pelo assunto, isto já virou lugar comum. A novidade? A dívida não é
conseqüência de um sistema econômico mal gerido, como o noticiário sugere. A dívida É a própria natureza do
nosso sistema econômico.
Vamos colocar de outra forma: você precisa de dinheiro e faz um empréstimo no banco. O banco, por sua vez,
precisa de dinheiro e faz um empréstimo com o Banco Central. O BC precisa de mais dinheiro pra emprestar, e produz mais dinheiro,
do nada, porque não exite mais lastro pra justificar a quantidade de dinheiro em circulação. E este dinheiro novo produzido vira um novo depósito
que permite que os bancos emprestem mais dinheiro (em quantias maiores do que o depósito), esperando que em determinado momento ele reveja esta
quantia original mais o que ele criou em cima para emprestar, através da cobrança de juros. E assim por diante.
Se a equação parece muito longa, há outra forma de entendê-la. De onde vem todo esse dinheiro emprestado? Aliás, como pode existir tanto dinheiro assim para ser
emprestado? A resposta é: não existe. Se não houvesse dívida, não haveria dinheiro. O conceito básico que quase todos ignoramos é que a economia capitalista prescinde que
a dívida sempre seja maior do que a quantidade de dinheiro disponível. Para pagar-se uma dívida, é necessário produzir mais dinheiro, que vem em forma de empréstimo,
com juros embutidos, e portanto gera mais dívida. Desde a abolição do lastro-ouro, dívida É dinheiro.
Se esta idéia parece difícil de ser assimilada, você não está só. Poucos sabem disto, embora todos sejamos
afetados. Esta curta animação explica o beabá que nós arranhamos acima de maneira simples, profunda e fácil de entender, inclusive para que possa ser usada de forma educacional,
já que esta questão estranhamente nunca fez parte do currículo de ensino básico.
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