"A História acontece como tragédia e se repete como farsa" - Karl Marx (1818-1883)
Criado pelo até então desconhecido diretor Peter Joseph, a partir de idéias de vanguarda sobre política, religião, economia e
sociedade, o filme foi lançado gratuitamente online em junho de 2007, e apresenta o cristianismo, os ataques do 11 de Setembro e as instituicões
bancárias (especialmente o FED - Reserva Federal dos Estado Unidos) como instrumentos contemporâneos de controle social e dominação global.
O filme é magistralmente montado, com dados históricos relevantes, analogias profundas, narrações precisas e edição fluida, o que gerou uma
repercussão estrondosa após sua primeira exibição no 4th Annual Artivist Film Festival (4° festival de Filmes "Artivistas") em Hollywood, no
final do mesmo ano. O boca a boca e a consequente divulgação via internet tornaram o documentário de duas horas (seguido por uma continuação
de duração semelhante em 2008) um dos maiores fenômenos cinematográficos da história da internet, com mais de 50 milhões de visitas nos sites
que o hospedam (You Tube e Google Video). Por outro lado, poucos críticos de cinema falaram sobre ele e a mídia também ignorou o fenômeno,
principalmente por suas críticas corajosas ao cristianismo e ao status quo.
Este conjunto de eventos gerou um movimento ativista inédito de conotação apolítica, baseado na conscientização global, por uma sociedade mais
comunitária e sustentável, que encontra seu nicho na transição
entre séculos, eras astrológicas e crises financeiras e ambientais em escala global.
Dentre as citações e monólogos reproduzidos pelo filme, constam pensadores de vanguarda pouco conhecidos pela massa mas de relevância
intelectual como Chögyam Trungpa, Jordan Maxwell,
George Carlin, Richard Alpert (o Ram Dass - ver filme listado no nosso site) e Sri Chinmoy Ghose, entre outros.
Muitas vezes visto como teoria da conspiração, o material apresentado em Zeitgeist deve ser visto com seriedade e cabeça aberta, para subseqüentes reflexões e
debates pela sociedade, em todo o mundo. Se lembrarmos de absurdos históricos como o Nazismo, temos o dever ético e
moral de refletir sobre o fato de que a história não acabou, e se repete de tempos em tempos, mesmo que venha disfarçada
de luta pala democracia e liberdade. Ao final de contas, o tempo que levou para que o mundo reagisse ao nazismo, por não
acreditarem que tamanha barbárie seria possível, foi grande contribuinte para sua ascenção.
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Filmes Relacionados: Zeitgeist, Parte I, Zeitgeist, parte IIZeitgeist, Parte III, e Zeitgeist Addendum
O cérebro humano
é um portal de infinitas possibilidades. Mas pouca gente entende
como ele funciona e o que isso tem a ver com a maneira como levamos
nossas vidas. Percebendo este buraco na consciência global, o engenheiro
da computação e neurocientista Jeff Hawkins - criador da Palm -
concluiu que faltava uma teoria acessível e abrangente que explicasse
o funcionamento do cérebro e iluminasse a questão da inteligência
e sua função em nossas vidas.
Teoria da Conspiração
é a nova heresia. O termo é hoje um recurso para se desmoralizar
uma idéia e desestimular a reflexão, e virou o argumento irrefutável
do pensamento dominante para manter o status quo intacto
e ridicularizar aqueles que estão - muitas vezes - buscando mostrar
apenas o óbvio.
Difícil encontrar alguém
que diga não acreditar em Deus, nem que seu deus seja uma energia
vital de alguma sorte. A vida sem a espirirualidade parece opaca
e limitada. No entanto, não existe poder de controle mais perigoso
do que a religião organizada. Católica, evangélica, muçulmana, judaica,
hindu... não importa qual, mas um conjunto de julgamentos humanos
tomados como palavras divinas sempre causaram mais violência e sofrimento
do que redenção e amor.
Cada vez mais,
a noção de espiritualidade se afasta do emaranhado religioso e adquire
seu próprio lugar na consciência humana. O resgate de experiências
com plantas psicotrópicas e a popularização de tradições milenares
como a yoga e a meditação criaram uma nova geração de psiconautas
com muito a contribuir para o caldeirão de possibilidades da modernidade.
O conceito do planeta
Terra como nossa casa é um grande equívoco. Aos poucos, estamos
(re)adquirindo a consciência de que somos apenas uma dentre as milhares
de espécies vivas que o habitam. Mas há mais por trás das árvores:
estudos científicos à luz das novas tecnologias reaqueceram uma
tese de mais 30 anos que enxerga o planeta como um grande organismo
vivo que pode estar, inclusive, em crescimento.
Tensão entre Índia e
Paquistão, o interminável conflito entre Israel e palestinos e as
políticas anti-imigração no mundo desenvolvido não desmentem: desde
que o 11 de Setembro arraigou uma cultura global de medo e terror,
esta tendência segregacionista e fomentadora de ódio tornou-se a
principal barreira na transição da cultura militarista do século
XX para uma geração cuja sobrevivência resvala em outros inimigos
mais urgentes e menos caricaturais: nós mesmos.
Com a consolidação
do capitalismo neoliberal e o anunciado “Fim da História” no final
do século passado, pensar em outras maneiras de se organizar a sociedade
tornou-se obsoleto. O comunismo - o ideal de contrapartida até então
- virou peça de museu. Mas a recente crise financeira mundial começou
a derrubar os alicerces de um castelo de cartas, colocando em pauta,
pela primeira vez em décadas, a fragilidade e insustentabilidade
de um modelo auto-destrutivo a longo prazo. 

A
Corporação