Na metade do século XIX, a corporação emergiu como uma pessoa
jurídica. Imbuída de uma "personalidade" de interesse próprio, os próximos
100 anos viram sua ascendência à dominação. As corporações criaram riqueza
sem precedentes, mas a que custo? A racionalização sem remorsos sobre
fatores externos, ou, como definiu o economista Milton Friedman, as conseqüências
não intencionais da transação entre duas partes sobre a terceira, foi
responsável por incontáveis casos de doenças, morte, pobreza, poluição,
exploração e mentiras.
Levantando casos corporativos e entrevistando mais de 40 personalidades,
dentre as quais CEOs e altos executivos de um sem número de indústrias
(petrolíferas, farmacêuticas, computação, automobilística, manufatura,
relações públicas, proaganda, marketing viral e outras), bem como economistas,
gurus, espiões corporativos, acadêmicos, historiadores e pensadores, os
diretores do documentário
A Corporação investigam desde os modos
de seleção de empregados (que garantem a manutenção da "personalidade"
da empresa) aos os princípios operacionais inerentemente amorais e enganosos
(atropelando regras e padrões sociais sem culpa para alcançar seus objetivos,
e ainda assim vendendo uma imagem pública de compreensão, altruísmo e
simpatia pelo consumidor e por seus próprios funcionários) que formam
personalidades que podem ser facilmente diagnosticadas como de "psicopatas".
As corporações existem para criar riqueza, e mesmo catástrofes sociais
e ambientais (como a queda das Torres Gêmeas, que deixou muita gente interessada
em saber as cotações do ouro, enquanto os ocupantes e ações de empresas
eram esmagados pelos prédios em queda) podem ser boas fontes de lucros.
O filme recebeu mais de 30 prêmios ao redor do mundo, e diz respeito a todos porque são estas empresas que movimentam a maioria do dinheiro mundial, interferem em questões políticas e definem os caminhos da economia.
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